terça-feira, 27 de abril de 2010

CAIPIRA PESADÃO

INTRODUÇÃO

A família Bianchi, iniciou-se na atividade avícola na década de 40, quando o filho de imigrantes italianos Luiz Emanoel Bianchi na Fazenda Paraíso, formou um plantel de diversas raças de galinhas.

Após a adesão, na década de 60, ao frango branco de corte, que revolucionou a avicultura no mundo, a família voltou a se interessar, no início dos anos 80, pelo carijó e por outras raças mais rústicas, diante das mudanças nos hábitos de consumo, com a valorização dos produtos naturais e, particularmente, da galinha caipira.

Com um trabalho genético intenso foi desenvolvida a linhagem Paraíso Pedrês; aves totalmente adaptadas ao nosso clima com grande rusticidade e ótimo ganho de peso.

Atualmente os pintinhos de 1 dia de linhagem Paraíso Pedrês são comercializados para todo o território nacional, e podem ser adquiridas com nossos distribuidores. Embora especializadas em produção de carne são muito utilizados para produção de ovos caipira.


PLANEJAMENTO DA CRIAÇÃO

Sistema confinado: no sistema confinado as aves são criadas em galpões por todo o seu ciclo de produção.

Os galpões têm paredes baixas, medindo de 30 a 50 cm de altura com telas e cortinas plásticas para um maior controle de chuva e ventos.

A lotação ideal de cada galpão varia conforme a construção e o clima, normalmente trabalha-se com 9 a 12 aves/m2.

O comprimento destes galpões é variável, mas a largura não deve ultrapassar os 12 metros para uma melhor aeração.


Ciclo de produção médio.......................................49-60 dias
Limpeza, desinfecção e descanso...........................14 dias
Período gasto para criação de um lote.....................63-74 dias

Portanto cada galpão poderá ser utilizado para criação de 5 à 6 lotes/ano.

Sistema semi-confinado: neste sistema as aves são criadas até 2 ou 3 semanas de vida em galpões fechados protegidos de predadores, ventos, frio e chuva, após este período as aves têm acesso a piquetes com área de 3 a 5 m2 por ave.

Nestes piquetes as aves adquirem o hábito de ciscar, comer sementes de capim, insetos e ainda qualquer alimentação alternativa.

Lembramos que as aves sempre deverão dormir em galpão coberto podendo contar com poleiros ou piso ripado suspenso, maravalha ou palha de arroz no chão.

O galpão além de ser fonte de água e comida das aves durante o dia, passa a ser à noite, o refúgio contra predadores.

Algumas condições quanto às construções:


- Local: Fácil acesso, facilitando a entrada e saída de pintos, ração, cama, gás, frango, etc.
- Água: De boa qualidade e quantidade.
- Orientação dos galpões: Sentido leste-oeste, com finalidade de evitar a incidência de sol diretamente sobre as aves.

CRIAÇÃO DOS PINTOS

1 - CAMA

Na criação das aves utilizamos uma "cama" para que as mesmas não fiquem em contato com o piso.

Vários materiais poderão ser usados como cama, destacando-se como melhores: sabugo de milho triturado, cepilho de madeira (maravalha), casca de arroz, capim napier (maduro, sem as folhas, triturado e bem seco).

OBS: Casca de amendoim e bagaço de cana devem ser evitados, devido a problemas com fungos.

Maravalha de madeira de lei deve ser evitada em virtude de seu alto nível de tanino e sua facilidade de lascar.

Requisitos para uma cama de boa qualidade:

- Altamente absorvente.
- Macia e compressível.
- De fácil aquisição e preço acessível.
- Livre de fungos e substâncias tóxicas.
- Aproveitável como subproduto (adubação, alientação de gado, peixes, etc.).

A cama deve ter uma altura de 3 a 5 cm para melhor absorção de umidade.

2 - EQUIPAMENTO

Recomenda-se um círculo de proteção que pode ser de chapa prensada ou laminados (tipo eucatex) com cerca de 60 cm de altura e 2,50 metros de comprimento, utilizar 3 a 4 chapas (500 pintos), prender as mesmas com grampos de madeira ou metal, sobrepondo as pontas para que se possa regular a área do círculo.

Utilizar comedouros e bebedouros infantis específicos para pintos dando preferência a modelo que dificultem o desperdício e impeçam ao pinto defecar sobre a ração.

A temperatura ideal para os pintos é de 30 à 33 graus centígrados, e as equipamentos na área delimitada pelo círculo, nos primeiros dias de criação.





3 - CHEGADA DOS PINTOS

- Antes do recebimento dos pintos, certifique-se de que o galpão e os equipamentos estão limpos e em boas condições de funcionamento.
- Abasteça com água e ração e ligue a fonte de calor, antes de soltar os pintos no círculo.
- Coloque os pintos dentro do círculo e assegure-se que os mesmos tenham localizado a água e a fonte de calor, em seguida elimine as caixas de transporte.
- Em dias quentes observe o comportamento dos pintos; se apresentarem asas e pescoço estendidos ou bicos abertos, não ligue a fonte de calor.
- A partir do momento da chegada dos pintos, devem ser mantidos atualizados os registros sobre mortalidade, consumo de ração, vacinações, medicamentos administrados, etc.
- Aumentar as áreas dos pintos a cada 2 ou 3 dias até as aves estarem ocupando todo o galpão. As ilustrações a seguir indicam como se deve manejar a fonte de calor, segundo a sua utilização.





ALIMENTAÇÃO

A ração representa 65 à 75% do custo da produção das aves, portanto deve-se ter especial cuidado na sua aquisição e na manutenção de sua qualidade.

Toda ave, mesmo sendo Caipira Paraíso Pedrês, deve receber uma ração balanceada, pois a boa qualidade da alimentação é que vai lhe dar uma ave sadia e com ótima conversão alimentar.

Alimentação alternativa é recomendável sempre que além do baixo custo, mantenham-se boas condições de higiene.


PROGRAMA SANITÁRIO

- VACINAÇÕES

As aves Paraíso Pedrês são selecionadas no incubatório e vacinadas no 1º dia contra doenças de Marek, Gumboro e Bouba aviária. O esquema de vacinação no campo vai depender da região de criação e seus desafios característicos.

- TRATAMENTO

A prevenção é o melhor e mais econômico método de controle de doenças. Envolve a adoção de normas de isolamento, desinfecção, manejo e vacinação; não obstante, doenças podem surgir apesar do emprego dessas medidas, necessitando-se então consultar um veterinário para obter informações corretas sobre o tratamento da enfermidade.


PROGRAMAS DE LIMPEZA E DESINFECÇÃO DE GRANJAS.

A redução ou controle ou mesmo a erradicação das doenças são objetivos que devem ser alcançados, visando proporcionar o incremento dos lucros com a criação.

Sugerimos as seguintes medidas para que se possa conseguir estes objetivos:

- Retirar a cama e os equipamentos.
- Varrer as instalações (teto, piso, telas, ao redor dos galpões, etc.).
- Queimar as penas e detritos com lança-chamas ou vassoura de fogo, dentro e ao redor do galpão.
- Lavar e desinfetar equipamentos e cortinas.
- Levantar as cortinas que deverão permanecer fechadas até a secagem completa das instalações.
- Distribuir o material da nova cama e aplicar desinfetante.
- Deixar o galpão em descanço da criação de um lote para outro, no mínimo 14 dias.
- Durante a criação, toda ave morta, enferma ou refugo deve ser retirado do galpão, sacrificada se for o caso, em seguida,incinerada ou lançada na fossa.

AVALIAÇÃO DOS RESULTADOS

SISTEMA CONFINADO

IDADE
(SEM.)
CONSUMO DE
RAÇÃO/AVE (g)
ACUMULADA
PESO
MEDIO (g)
CONVERSÃO ALIMENTAR
03 820 450 1,82
04 1395 750 1,86
05 2190 1100 1,99
06 3162 1550 2,04
07 4280 2000 2,12
08 5428 2350 2,23

NO SISTEMA SEMI-CONFINADO os resultados variam de acordo com a alimentação alternativa e o espaço disponível para exercícios. Neste caso, a carne do frango se apresentará muito mais endurecida, precisando de Panela de Pressão para seu cozimento.

ORIENTAÇÃO PARA A CRIAÇÃO DE AVES DE POSTURA CAIPIRA:

É necessário a suplementação de cálcio, via ração ou calcáreo na fase de postura.

Deve-se tomar cuidado com o peso das aves, principalmente no período da recria (de 4 a 18 semanas).

Um programa de iluminação acima de 10 lux é necessário para o desenvolvimento sexual das aves, maior uniformidade e maior produção. De 27 a 30 watts por m2, consegue-se atingir um total de 10.7 lux. Segue tabela de programação de luz:

De 0 a 8 semanas - Luz natural.
De 9 a 16 semanas - 12 horas.
De 17 a 18 semanas - 14 horas.
De 19 a 75 semanas - 17 horas.

Luzes de 60 watts dispostas a 2 metros da entrada do galinheiro, com 4 metros de distância uma das outras e 3 metros de altura.

Sugestão de programa de vacinação:

IDADE TIPO DE VACINA VIA DE APLICAÇÃO
7 dias Newcastle HB1 +
Bronquite 52 + Gumboro
Ocular ou água
25 dias Bouba Forte Membrana da asa
35 dias Newcastle La Sota +
Bronquite H52 + Gumboro
Água
50 dias Coriza Hidróxido de Alumínio Injetável na coxa
70 dias Newcastle La Sota + Bronquite H52 + Gumboro Água
100 dias Encefalomielite Água
120 dias Coriza Oleosa Injetável no peito
135 dias Vacina Tríplice Oleosa +
Newcastle + Bronquite +
EDS
Injetável no peito

Colocar o ninho a partir da 15 ou 16 semana. Deve ser forrado com maravalha. O ideal é estar a 35 cm de altura do piso, com uma abertura de frente e fundo de 35 cm, ou seja, 35 x 35cm. É necessário também uma ripa de madeira de 5 cm na entrada do ninho, para evitar o disperdício da maravalha.

Mantendo estes cuidados e não deixando a galinha engordar você obterá até 280 ovos por ano.


A Fazenda Aves do Paraíso, visando estreitar o laço entre a empresa e a escola, desenvolveu um trabalho de parceria que beneficiará, principalmente, os alunos das Escolas Agrotécnicas e Universidades de todo o Brasil, que poderão desenvolver um trabalho prático na criação do legítimo frango caipira brasileiro. A Fazenda Aves do Paraíso doou os pintinhos e as escolas, completando esta parceria, estão realizando estudos, para levar até nossos clientes as melhores formas de viabilizar a avicultura alternativa. O resultado destas pesquisas serão disponibilizados neste site.

Escolas que já estão realizando trabalhos:

ETE Benedito Storani - Jundiaí - SP
Fone: (11) 7392-1881
Trabalho em andamento: Alimentação alternativa (viabilidade para a região)

ETE Dr. Carolino da Mota e Silva - Espírito Santo do Pinhal - SP
Fone: (19) 651-1229
Trabalho em andamento: Alimentação alternativa (viabilidade para a região)

Escola Agrotécnica Federal - Inconfidentes - MG
Fone: (35) 464-1200 / 464-1216
Trabalho em andamento: Respostas as formas de manejo e adaptabilidade.

Escola Agrotécnica Federal - Muzambinho - MG
Fone: (35) 571-1529
Trabalho em andamento: Alimentação alternativa. ( viabilidade para a região)

Escola Agrotécnica Federal - Bambuí - MG
Fone: (37) 431-1100
Trabalho em andamento: Avaliação de desempenho.

Escola Agrotécnica Federal - Cárceres - MT
Fone: (35) 224-1010
Trabalho em andamento: Adaptabilidade do frango as regiões mais quentes.

Escola Superior de Agronomia Luís de Queiroz - ESALQ - SP
Fone: (19) 429-4125
Trabalho em andamento: Estudo da conversão alimentar, confinado e semi-confinado com ração alternativa.
Conheça mais sobre este projeto

Universidade Católica Dom Bosco - Campo Grande - MS
Fone: (67) 742-4103
Trabalho em andamento: Verificação da consistência da carne do frango em diferentes épocas de soltura à campo.

Escola Agrotécnica Federal - Alegre - ES
Fone: (27) 558-1188
Trabalho em andamento: Formas de manejo e rendimento das aves.
Veja as fotos deste projeto

ETE Sebastiana Augusta de Moraes - Andradina - SP
Fone: (18) 722-3302
Trabalho em andamento: Conversão alimentar no sistema semi confinado.

Universidade Federal da Paraíba - Areias - PB
Fone:(83) 362-2300
Trabalho em andamento: Criação em piquetes diferenciados quanto ao capim (Capim de padre, estrela africano e tifton).

O Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento – MAPA , através do DIPOA – Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal, estabeleceu normas para frango caipira e produção de ovos.

Serviço Público Federal
Ministério da Agricultura e do Abastecimento /MAA
Divisão de Operações Industriais / DOI
OFÍCIO CIRCULAR DOI / DIPOA Nº 007/99 EM 19/05/99

Do: Chefe da Divisão de Operações Industriais - DOI
Ao: SIPA´s / DFA´s
Assunto : Registro doProduto “Frango Caipira ou Frango Colonial” ou “FrangoTipo ou
Estilo Caipira” ou “Tipo ou Estilo Colonial”

Os grandes avanços científicos e tecnológicos ocorridos nos últimos anos nos mais diversos setores das atividades ligadas à agropecuária tem propiciado o surgimento de inúmeros novos produtos destinados a um público consumidor cada vez mais esclarecido e interessado em novidades que atendam às suas necessidades.

Há, por outro lado, em todo o mundo, especialmente na área de alimentos uma tendência crescente pela procura dos produtos chamados naturais, ou seja, aqueles obtidos a partir de criações ou de culturas nas quais se adotam técnicas de manejo livres ao máximo de artificialismo que possam alterar de alguma forma o produto final.

Em consequência com a tendência mencionada, é bem conhecimento em nosso país o apreço conferido por uma parcela significativa de consumidores ao denominado “Frango Caipira ou Frango Colonial” ou “FrangoTipo ou Estilo Caipira” ou “Tipo ou Estilo Colonial”. Ocorre que a oferta do genuino frango caipira éreduzida o que, em consequência,torna esse produto demasiado caro e, portanto, inacessível a grande parte da população.

Ultimamente, entretanto, começaram a aparecer algumas iniciativas de produtores interessados em atender a demanda existente em relação a tal produto,apresentando alternativa em princípio viável.

Em face do exposto, após criteriosa avaliação dospedidos e dos correspondentes esclarecimentos de produtos específicos e,ainda, levando em conta os compromissos assumidos pelos mesmos, a Divisão de Operações Industriais – DOI, do DIPOA, houve por bem aprovar o emprego da designação “Frango Caipira ou Frango Colonial” ou “Frango Tipo ou Estilo Caipira” ou “Tipo ou Estilo Colonial” na identificação de frangos em cuja produção, nas suas diversas fases, sejam fielmente observadas as seguintes condições:

  1. ALIMENTAÇÃO: Constituida por ingredientes, inclusive proteínas, exclusivamente de origem vegetal, sendo totalmente proibido o uso de promotores de crescimento de qualquer tipo ou natureza.
  2. SISTEMA DE CRIAÇÃO (MANEJO): Até 25 (vinte e cinco) dias em galpões. Após essa idade, soltos, a campo, sendo doravante sua criação extensiva, usar no mínimo 3 metros quadrados de pasto por ave.
  3. IDADE DE ABATE: No mínimo 85 (oitenta e cinco) dias.
  4. LINHAGEM: Exclusivamente as raças próprias para este fim, vedadas, portanto, aquelas linhagens comerciais específicas para frango de corte.

É importante ressaltar, ainda, que na operacioalização da produção do “Frango Caipira ou Frango Colonial” ou “Frango Tipo ou Estilo Caipira” ou “Tipo ou Estilo Colonial” , devem ser atendidos os seguintes requisitos:

a) Cadastramento de todas as granjas decriação junto ao Serviço de Inspeção Federal. Deve conter neste cadastro nome e inscrição de produtor rural,capacidade de alojamento, endereço e localização (planta de situação).
b) Embora as instalações de abate possam ser as mesmas utilizadas para o Frango de Corte, impõe-se a obrigatoriedade de trabalho em turnos específicos, com a perfeita identificação dos lotes de produção diferenciadas, até a sua embalagem final.
c) Os lotes correspondentes ao “Frango Caipira ou Frango Colonial” ou “Frango Tipo ou Estilo Caipira” ou “Tipo ou Estilo Colonial” deverão chegar ao estabelecimentode abate acompanhados por Certificação Especial, de responsabilidade dos produtores, garantindo expressamente todas as condições de criação, conforme acima estipulado.
d) Os lotes correspondentes “Frango Caipira ou Frango Colonial” ou “Frango Tipo ou Estilo Caipira” ou “Tipo ou Estilo Colonial” deverão chegar ao local de abate acompanhados de GTA (Guia de Transito Animal) e anexos. Junto aos anexos o médico veteriário e ou responsável técnico deverá especificar o sistema de criação.
e) Eventualmente quando necessário, o Serviço de Inspeção Federal, poderá certificar “ in loco” o sistema de criação deste frango nas granjas, fazendas ou criatórios.
f) Atender o artigo 12 do código de proteção e defesa do consumidor, lei nº 8078 de 11 desetembro de 1990.

Fica estabelecido, finalmente, que a Divisão de Operações Industriais – DOI procederá, sempre que julgar necessário, a auditorias “in loco” incluindo as granjas de produção, para assegurar-se de que as condições fixadas nopresente documento estão sendo integralmente atendidas. Dependendo do resultado das mencionadas auditorias, a presente concessão poderá ser cancelada.

O presente documento, deverá ser adotado a partir desta data.

Antonio Jorge Camardelli
Médico Veterinário – CRMV – 1633
Diretor do DIPOA/SDA

Para informações adicionais e atualização da legislação acesse a página
da Divisão de Inspeção de Produtos de Origem Animal – D.I.P.O.A
http://www.agricultura.gov.br/sda/dipoa/index.htm

Serviço Público Federal
Ministério da Agricultura e do Abastecimento
Secretaria de Defesa Agropecuári – DAS
Departamento de Inspeção de Produtos de Origem Animal – DIPOA
Gabinete do Diretor
OFÍCIO CIRCULAR / DIPOA Nº 60/99 EM 04/11/99

Do: Diretor do departamento de Inspeção de Produtos de OrigemAnimal - DIPOA
Ao: SIPA´s / DFA´s
Assunto : Registro do Produto “Ovos Caipira” ou “Ovos Tipo ou Estilo Caipira” ou “Ovos Colonial” ou “Ovos Tipo ou Estilo Colonial”.

-Considerando que cada vez mais estão presentes no mercado competitivo de alimentos produtos obtidos em sua forma natural.
-Considerando que os avicultores de postura já dão exemplo explorando um nicho de mercado constituido de consumidores bem informados e preocupados com a composição natricional sem nenhum fator de modificação.
-Considerando os componentes nutricionais e seus possíveis efeitos na saúde humana como um dos pontos de prioridade na escolha do alimento.
-Considerando que o “Ovo” é um dos principais itens na dieta humana, sendo reconhecido como um dos elementos mais completos, rico em nutrientes essenciais.
-Considerando as tendências de mercado buscando as culturas rurais que depois de adaptados consquitaram um mercado abrangente de consumo.
-Considerando a versatilidade do produto em uma gama enorme de aplicação na culinária brasileira.
-Considerando os vários pedidos de aprovação do produto em lide, junto a Divisão de Operações Industriais, este resolve estabelecer critérios para produção e identificação do produto:

  1. O produto terá como designação de venda “Ovos Caipira” ou “ Ovos Tipo ou Estilo Caipira” ou
    “Ovos Colonial” ou “Ovos Tipo ou Estilo Colonial”.
  2. As galinhas poedeiras deverão ser alimentadas com dietas exclusivamente de origem vegetal, sendo
    proibida a colocação de pigmentos sintéticos na ração;
  3. O sistema de criação deverá ser o mesmo adotado para as galinhas criadas em sistema extensivos,
    livres ao pastoreio, recomenda-se 3 metros quadrados de pasto por ave;
  4. O local de postura, não necessita ser pré estabalecido mas recomenda-se que seja construido locais
    cobertos onde previamente estarão fixados os locais de postura, de fácil acesso denominados
    “Ninhos”, facultando-se a iluminação artificial;
  5. Deverá ser assegurado ao produto garantias da sua obtenção nos aspectos referentes a higiene e
    sanidade, levando em conta como referência o número de coleta de ovos no mínimo de 5 coletas
    diárias e a guarda dos mesmos em sua sala de ovos apropriada e com controle sanitário;
  6. É vedada a reutilização de embalagens ou bandejas ao produto;
  7. É indispensável o relacionamento das granjas produtoras junto ao Serviço de Inspeção Federal com
    a apresentação de toda a documentação inerente ao processo;
  8. Atender o artigo 12 do código de proteção e defesa do consumidor lei nº 8078 de 11de setembro de
    1990.
  9. O referido documento entra em vigor a partir da presente data, revogando o Ofício Circular/DOI/DIPOA Nº 008/99, de 19.05.99.

Antonio Jorge Camardelli
Médico Veterinário – CRMV – 1633
Diretor do DIPOA/SDA

Quem são as atuais caipiras?

Caipiras melhoradas, galinhas rústicas ou simplesmente caipiras. Um ponto de equilibrio entre o passado e o futuro, entre rusticidade e produtividade. A velha galinha chamada vulgarmente de pé duro ou pé sujo dos terreiros cedeu lugar à nova caipira e viabilizou uma forma alternativa de criação também conhecida como avicultura alternativa . O frango carijó ou colorido alternativo, melhorado mediante cruzamento de varias raças e com caracteristicas rústicas, pode ser considerada hoje a melhor opção para pequenos produtores cansados de insistir na galinha caipira de fundo dequintal, economicamente inviavel por ser pouco produtiva, ou ainda sem condições de montar um plantel de frangos industriais. A caipira de hoje é na verdade uma complexa combinação genetica de carijós legítimos, remanescentes dos primeiros plymouth rock introduzidos no país com outras raças rústicas, como a new hampshire e rhode island red (responsaveis pela transmissao da cor vermelha) e outras raças de frango de corte.

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E quanto à qualidade da carne e dos ovos da galinha caipira?

A autêntica galinha caipira brasileira , resultado do cruzamento de varias raças, entre elas a carijó e a rajada, está conquistando o gosto do consumidor por causa de suas propriedades nutricionais. O sabor da carne, com baixo teor de gordura, apesar do requinte e das modernas técnicas introduzidas no galinheiro, continua com as mesmas caracteristicas das galinhas caipiras tradicionais. Como os frangos são criados soltos demoram mais para engordar, cerca de 60 dias, enquanto o frango comercial leva somente 40. Portanto ganham em musculatura e fibras e com isso umaumento da colagem da cartilagem que se traduz em sabor mais acentuado da carne e maior proteina nos ovos.

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Como se produz um frango caipira?

A produção poderá ser mensal, quinzenal ou semanal. Na produção mensal poderão ser utilizados 3 galpões e se chegará a um total de 14,7 a 17,1 lotes anuais. Já na produção quinzenal serão necessários pelo menos 5 galpões atingindo um total de 24,5 a 28,5 lotes por ano enquanto que na produção mais intensiva, ou seja, aquela semanal serão necessários 10 galpões comum total de 49 a 57 lotes por ano. O local deve ser de fácil acesso na entrada e saída de pintos, ração, cama, gás etc. Quanto à água ela deve ser de boa qualidade e em abundância. Os galpões devem ser construídos no sentido leste-oeste, com a finalidade de evitar a incidência de sol diretamente sobre as aves.

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Como planejar uma produção?

Antes do recebimento dos pintos, certifique-se de que o galpão e os equipamentos estejam limpos e que estejam em boas condições de funcionamento.

Adquiridos os pintinhos é preciso respeitar uma rotina de trato que assegure seu crescimento rápido e saudável. Uma primeira recomendaçao é evitar o estresse das aves e adaptar a estrutura do criatório a cada etapa de seu desenvolvimento. Quando os pintinhos chegam devem descansar, ter ração à vontade e água limpa, se possível enriquecida com algumas vitaminas antiestresse. Nos primeiros dias, o principal inimigo da criação, capaz de exterminá-la, é a falta ou o excesso de calor. As aves ainda não desenvolveram a capacidade de controlar a temperatura do corpo, porisso ficam inteiramente sujeitas às variações externas.

Eis algumas dicas dos especialistas para essa primeira etapa da criação:

  • Um pintinho nasce com 39,8 gráus . Cabe ao criador atenuar as diferenças entre as temperaturas do corpo e a do meio ambiente. Essa mediação se faz com campânulas, com lâmpada de 200 watts, indicadas para lotes de 30 a 500 pintinhos.

  • Tome como referência a fonte de calor e calcule no chão um raio de 1,20 metro para erguer um círculo de retenção das aves. Ele pode ser feitocom folha de compensado ou bambu.

  • O comportamento da ninhada dirá se a temperatura dentro do círculo está ou não adequada. Pintinhos amontoados junto à lâmpada e piando indica calor insuficiente. Ao contrário, se permanecem distantes da campânula, mas piando, há excesso. Bom sinal é vê-los regularmente distribuidos, em silêncio, alimentando-se normalmente.

  • Por volta do décimo quarto dia, a penugem cai e surgem as penas que constituem um bom isolante térmico. O círculo de proteção não é mais necessário. Dependendo da época do ano, a campânula também poderá ser desativada, primeiro de dia depois à noite.

  • No verão aumentar a área dos pintos a cada dois dias até as aves estarem ocupando todo o galpão. No inverno proceder da mesma maneira atrasando de um dia cada aumento de área.

  • A partir do momento da chegada dos pintos, manter atualizados os registros sobre mortalidade, consumo de ração, vacinações, medicamentos administrados etc.

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    Quais as dicas para uma alimentação saudável?

    A ração representa 65 a 75% do custo de produção das aves, portanto deve-se ter especial cuidados na sua aquisição e na manutenção de sua qualidade. Toda ave ,mesmo sendo rústica como a caipira , deve receber uma ração balanceada, pois é da boa qualidade da alimentação que vai resultar uma ave sadia e com ótima conversão alimentar. A alimentação na primeira fase de vida muda gradativamente. Nas primeiras 24 horas, limita-se a fubá espalhado sôbre folhas de jornal, para evitar que a comida seja confundida com aserragem do chão. No segundo dia, entra-se com ração de crescimento e no terceiro ela já não é mais servida em jornal, mas em recipientes a 6 cm de altura.

    Gradativamente os comedouros irão subindo até atingirem 15 cm, quando as aves já estiverem em idade adulta. Um pintinho precisa de 100 gramas deração na primeira semana; 250 gramas na semana seguinte e 350 gramas na subsequente.

    A partir daí pode frequentar o pasto e receber ração de engorda. Adulta, uma galinha necessita entre 100 e 150 gramas por dia de comida.

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    Qual é o ciclo de produção?

    O ciclo de produção médio é de 49 a 60 dias enquanto que o período necessário para a criação de um lote é de 63 a 74 dias. O período de limpeza, desinfecção e descanso do galpão é de 14 dias. Como a utilização de um galpão é feita por um período de 63 a 74 dias o local comportará cerca de 4,9 a 5,7 lotes ao ano.

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    Quais são os sistemas de produção?

    Os técnicos aconselham dois sistemas para a criação do frango caipira de alta qualidade: o sistema semi-confinado e o sistema confinado. No primeiro as aves são criadas até os 30 dias de vida em galpões fechados protegidas de predadores, ventos, frio e chuva. Passado este período as aves têm acesso a piquetes com área de 3 a 5 metros quadrados por aves. Nestes piquetes as aves adquirirão o hábito de ciscar, comer sementes de capim e insetos.

    No sistema confinado as aves são criadas em galpões por todo o seu ciclo de produção. Deve-se ressaltar que em ambos os sistemas as aves devem dormir em galpões semi-fechados de preferência com alguns poleiros ou piso ripado suspenso, maravalha ou palha de arroz no chão. O importante é que as aves não fiquem em contato com o piso.

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    O preço de um frango caipira é muto superior ao industrial?

    A diferença entre a galinha produzida em escala industrial e aquela caipira não está somente no tamanho da produção que, no caso da primeira , gira em torno de 240 milhões de aves por ano, mas também no preço. O frango caipira é mais caro. No atacado, vivo, custa R$0,78 o quilo, podendo chegar ao consumidor final por R$ 3,80. O custo maior é devido ao processo de criação, mais demorado. Enquanto um frango em escala comercial está pronto para o abate em 40 dias, para o frango caipira serão necessários cerca 60 dias.

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    Existem outros estudos sôbre a galinha caipira ?

    Existem. Um deles é sôbre a caipira melhorada estudada pelos pesquisadores do Departamento de zootecnia da universidade de Lavras (MG). As galinhas mantêm um pé no terreiro, são criadas em regime de semiconfinamento e têm direito a uma dieta diversificada, composta de 50% de muito verde. O plantel da universidade foi obtido a partir de um choque de sangue da galinhada caipira mineira e três linhagens boas e carne e de ovo: a plymouth-rock, a new-hampshire e a rhode-island red. As três conseguiram transmitir algumas caracterísitcas vantajosas em relação às outras, surgindo assim uma galinha robusta que atinge até 2 quilos aos 100 dias e põe cerca de 140 ovos por ano.

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    E a galinha francesa conhecida no Brasil como label rouge, ela pode ser considerada uma galinha caipira?

    Uma outra protagonista neste mundo da avicultura alternativa é a francesa de pescoço pelado, que chegou ao Brasil há cerca dez anos e conhecida como label rouge. Na verdade label rouge, o selo vermelho, foi criado em 1965 copmo garantia de um produto agrícola de qualidade superior tantovdo ponto de vista do paladar quanto no que diz respeito às condições de produção, processamento e comercialização. A conhecida galinha caipira francesa, foi desenvolvida pelo Instituto de seleção Avicola da França,o ISA, um dos maiores centros de pesquisa genética do mundo e possui as caracteristicas básicas exigidas por esse novo nicho de mercado: é uma ave pesada, que atinge 1,80 quilos em 70 dias; é forte para viver a campo ou semiconfinada e sua dieta é um cardápio misto de pasto e ração. Muitos a conhecem como galinha caipira mas esta definição é contestada por muitos especialistas que a consideram uma raça específica ou linhagem genética, como por exemplo o frango amarelo de pescoço pelado criado na região de Landes e o poulet fermier du Périgord, uma ave vermelha, de aspecto muito semelhante a algumas linhagens de poedeiras existentes no Brasil. As duas linhagens são criadas de acordo com as exigências do Label rouge.

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    O label rouge se limita à criação de frangos?

    O selo label rouge é colocado também em galinhas d'angolas, frangos capões, perdizes e codornas. Todos são criados em liberdade, com rações exclusivamente vegetais e têm uma idade mínima de abate. A criação dessas aves foi consequência de leis rígidas criadas na França contra a caça a aves silvestres, como o faisão, por exemplo. Os caçadores, como eram também criadores, resolveram então criar uma ave rústica e de bom sabor que se aproximasse às aves silvestres, para serem objetos de caça.

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    Existem outros estudos sobre a galinha caipira?

    Existem. Um deles é sobre a caipira melhorada estudada pelos pesquisadores do Departamento de zootecnia da universidade de Lavras (MG). As galinhas mantêm um pé no terreiro, são criadas em regime de semiconfinamento e têm direito a uma dieta diversificada, composta de 50% de muito verde. O plantel da universidade foi obtido a partir de um choque de sangue da galinhada caipira mineira e três linhagens boas de carne e de ovo: a plymouth-rock, a new-hampshire e a rhode-island red. As três conseguiram transmitir algumas caracterísitcas vantajosas em relação às outras, surgindo assim uma galinha robusta que atinge até 2 quilos aos 100 dias e põe cerca de 140 ovos por ano.


    CAIPIRA PESADÃO PARAÍSO PEDRÊS

    O legítimo Caipira Brasileiro Pesadão, Paraíso Pedrês é o resultado de um trabalho de pesquisa e melhoramento genético do tradicional frango caipira brasileiro onde obteve-se um ótimo resultado equilibrando a rusticidade e a produtividade.
    A criação de frango caipira tem se mostrado uma ótima alternativa de fonte de renda para a pequena propriedade, pois a ave é rústica, produtiva e mantém a qualidade da carne caipira, hoje muito procurada e valorizada. Esta atividade na pequena propriedade tem se mostrado lucrativa, principalmente quando a criação é no sistema semi confinado com aproveitamento de sub-produtos da propriedade.





    POEDEIRA CAIPIRA RUBRO NEGRA

    A Poedeira Caipira Brasileira Rubro Negra, vem do trabalho de melhoramento genético da tradicional galinha caipira para uma linhagem leve de postura, onde a fêmea é rústica, consome pouca ração e produz mais ovos que a galinha caipira de terreiro.Apesar do nome sugestivo esta linhagem tem o empenamento multicolorido assim como a nossa tradicional galinha caipira brasileira.
    Infelizmente apresentar gema vermelhinha já não é um diferencial pois ela pode ser mascarado com o uso de aditivos artificiais e corantes.
    A Poedeira Caipira Brasileira Rubro Negra produz ovos com maior qualidade, com a característica gema vermelhinha e com variedade de cores, formas e tamanhos oque garante a legitimidade de seus ovos caipiras.
    A comercialização de ovos caipiras é uma alternativa de fonte de renda para a pequena propriedade pois é um produto com muita procura e de fácil escoamento.





    CAIPIRA LIGHT

    A linhagem leve do frango caipira brasileiro proporciona a oportunidade de se obter uma carne com pouco acúmulo de gordura sob a pele, sendo assim chamado de Caipira Light.
    Esta ave nada mais é que o macho da Poedeira Caipira Rubro Negra, ele demora mais tempo para se desenvolver e tem uma conversão de ração menor que o Caipira Pesadão Paraíso Pedrês.
    Com relação ao seu concorrente mais direto o pescoço pelado francês, que não é o caipira brasileiro, ele apresenta melhor conversão e maior uniformidade, principalmente devido ao fato de serem comercializados somente machos.


    4 comentários:

    1. Temos uma criação de aves caipiras para comercialização e estamos enfrentando alguns problemas. Espero que possam nos ajudar, uma vez que as pesquisas feitas não nos mostram muitas alternativas nem nos dão respostas, e em nossa região não encontramos nenhum veterinário que nos dê respaudo.
      Temos mais ou menos 30 galihas e 40 frangas em idade de postura e 8 galos, os ovos chocados nas galinhas nascem em média 90% enquanto os colocados na chocadeira em temperatura e humidade e quantidade indicados no manual da mesma tem tido aproveitamento de apenas 20 a 30%, sendo que a conservação e higenização dos ovos também vem sendo feitas com recomendado.
      Na primeira semana de vida dos pintos temos usado a vacina Newcastle, e apenas ela pois não encontramos outros tipos de vacina para aves em nossa região, na 3ª semana de vida revacinamos as aves. Mas mesmo assim não estamos tendo muito exito, e temos muitas duvidas:a respeito das doenças que atingem as aves, tais como emagrecimento, espirros, coriza e inflamação dos olhos, o que posso fazer?
      Qual tipo de vacina previne essas doenças? Qual a melhor medicação a usar?
      Quais os causadores dessas doenças?

      Aguardamos resposta. Obrigada, Eliane e Tiago

      email: iane2yane@hotmail.com e tiagoloro@hotmail.com

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      1. Vacine de coriza e desinfete a chocadeira com amônia quaternária.

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    2. Este comentário foi removido pelo autor.

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    3. oi bom dia! me chamo Anderson
      eu estou montando uma criacao de galinhas caipiras
      e gostariam da ajuda de vocês para tirar algumas duvidas...
      Quantos metros quadrado é necessário por galinhas
      Como eu faço para identificar a raça paraiso pedrês e a label
      Qual o modelo apropiado de galpao para as criaçao... obrigado
      andersonlira27@hotmail.com

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